Quarta-feira, 6 de Abril de 2016

a saúdade

Há pouco secava os meus cabelos, agora da côr de avelã...

Enquanto esvoaçavam pelo ar do secador, lembrei-me de como os agarravas, dizias que me " adoravas ver cabeluda"..

As águas, os vários duches já lavaram o toque das tuas mãos pelos meus cabelos, pelo meu corpo.. Aos poucos já nada tenho de ti em mim :(....

 

Lembro-me de me agarrares os longos cabelos e de me beijares as costas, amava aqueles beijos assim vindos do nada, sem eu pedir, como sinal de carinho num momento louco de prazer...

Carinhosamente chamavas-me de princesa..há bem pouco tempo eu era a tua princesa, a tua!..

 

Acabei de secar os cabelos e penso : agora para quem seco o cabelo? Para quem me cuido e arranjo? Ah! o velho cliché -  arranja-te para ti, se não gostares de ti, quem gostará!? - tretas! Nós sempre nos arranjamos para alguém, porque a mulher foi feita para ser desejada pelo homem, feita da costela esquerda do homem para este a proteger... e este cliché, este sim é o que nós seguimos...

 

As lágrimas não me correm no rosto, não porque nao tenha vontade, mas porque o corpo tem limites.Sei que vou chorar de novo, vou esvaziar-me em lagrimas e deixar-me escorregar pela parede abaixo e ficar no chão a chorar a apertar o peito com a mão porque é dor é grande para não o fazer...

Sei que vou ter muitos dias maus, que por mais distraída que pareça, tu estarás sempre sempre no meu pensamento..E a tristeza estará a invadir-me o coracão, sei que haverá dias em tudo me vai fazer lembrar de ti, vou olhar para sitios e saber que ele estiveste, verei um carro e sei que foi igual ao teu, ir na rua e ouvir chamar pelo teu nome, abrir uma revista e estar lá escarrapachada a tua cidade..abrir a tv e assim "out of the blue" aparecer sítios recônditos, que nem ao diabo lembra mas que para nós significou alguma coisa..

Ou simplesmente sentar-me no carro e passar na rádio uma das musicas que ouvimos juntos, enquanto passeamos, ou aquela que dançamos em roupa interior.. abraçados um ao outro..Lembras-te? Nunca abri os olhos mas podia sentir as tuas longas pestanas na minha face, no meu pescoço..sabes aquela musica, a da chuva?

Que diz que " há gente que fica na alma, e na historia da gente. E o dia em que tu me deixaste não posso esquecer..A chuva molhava-me o rosto, gelado e cansado.

As ruas que a cidade tinha, ja eu percorrera. Ai! meu choro de moço perdido, gritava à cidade - que o fogo do amor sobre a chuva às instantes morrera.. A chuva ouviu e calou meu segredo à cidade.. E eis! que  ela bate no vidro trazendo a saudade..."

 

Saudade...é o que sinto de ti, do teu cheiro, presença, riso desconcertante, olhar sedutor, do teu corpo, das tua mãos..Da tua voz!.. dos teus olhos. Os olhos verdes do meu menino..

Sim saudade é o que trago comigo e sinto-a agora..

 

 

amanha, depois, depois, depois...

 

De coração partido...

 

Maria - a tua!

 

 

 

publicado por Maria às 12:30

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