Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2016

Na folha do papel .

Eu sempre gostei de português, de ler e tentar perceber entre linhas e frases invertidas, o que o autor queria transmitr, 

Era tão bom chegar ao fim de um texto ou poema e compreender mesmo o que ali estava escrito!

Sempre gostei, corrigo - adorei escrever, e achava que o meu gosto vinha mesmo por isso, por poder colocar em papel aquilo que nao tem tacto, que nao é fisico.. E modestia à parte ate achava que tinha queda pr'a coisa!

Com o passar dos anos, nós amadurecemos e as experiencias, boas e más, marcam-nos para a vida..A minha escrita, dos ultimos anos, reflete mesmo isso, meter em papel tudo o que vivi, tudo o que experienciei, e se até há bem pouco tempo fazia-o sem a noção do porquê de o fazer, hoje escrevo, sabendo a importancia que tem para mim, meter numa folha branca palavras e rabiscos que contam a minha historia: Medo! É por isso que escrevo, medo que a minha memória me atraiçoe, medo de me esquecer de certos promenores de momentos especiais, esses momentos nós não esquecemos, mas os promenores, os detalhes pequeninos... esses sim vão-se esvanecendo da nossa memoria...

E é então que surge a necessidade de transpor para o papel o que ainda nos lembramos, o que vai cá dentro do coração, no dia x à hora x...

Adoro folhear livros escritos de há alguns anos, e ler cada detalhe de certo dia, hora e local... a descrição das coisas como: roupa usada, o tempo sentido, os cheiros, a brisa do mar, o vento.. o que foi dito! caramba é tão bom, por momentos parar no tempo, frisar mesmo ali, e ser de novo transportada para o dia em questão. A exactidao da escrita faz-me reviver o que tenho na memoria e também o que ja perdi... e é tao bom voltar para os teus braços, ser  a tua menina de novo.. nem que seja só na folha de papel...

Sou meticulosa, sou perfeccionista, sou promenorizada e só assim é-me possivel te tornar ainda presente na minha vida, porque do coração tu nunca mais irás sair.

Eu fecho os olhos e consigo ouvir a tua voz, que tranquilidade traz-me a tua voz ! Mesmo quando relembro momentos menos bons, ou então quando te " metias" comigo, dizendo-me que :" tu és de uma raça!..... mas eu amo-te tonecas!"...

Eu nunca me vou esquecer de ti, do que me disseste, do que me fizeste sentir e viver, mas se algum dia a memoria me falhar eu sei que aqui, sem ser entre linhas e frases invertidas, te encontro, como te encontrei ha muitos anos atrás, onde eu ainda era a tua riqueza, a tua menina.

 

 

Maria - A tua!

publicado por Maria às 16:02

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